Peça à Terça – Tarefas e Recompensas

Mais uma terça, mais uma pergunta, desta feita, sempre relacionada com a procrastinação: que tipo de tarefa costuma sempre deixar para amanhã? O que é que a/o impede de continuar?

Muitas vezes, um dos factores que levam à procrastinação está relacionado com a nossa visão pouco realista do que consiste a tarefa que nos propomos: temos sempre a ideia de que é algo impossível de começar, como se de uma quimera se tratasse.

No meu caso, a elaboração do extracto mensal (fazer contas ao mês, por outras palavras) é talvez um dos meus calcanhares de Aquiles. Tenho sempre a tendência para achar que vou perder mais tempo do que na realidade perco e como se trata de uma actividade não muito agradável, acabo por deixar para o dia seguinte. Na verdade, este tipo de actividades requerem de nós um esforço duplo porque se trata daquilo que “temos que fazer” como tantas outras coisas no nosso dia-a-dia com o defeito de não nos mostrar resultados imediatos e tão concretos como um armário bem arrumadinho.

O que fazer então? Transforme essa tarefa:

-use caneta de cores se tiver que escrever, sublinhar ou evidenciar alguma coisa, com algumas excepções: se for a sua declaração de IRS, talvez seja melhor pôr as suas canetas de parte;

-ponha música – qualquer coisa à face da terra sabe melhor com uma musiquinha de fundo e até pode ir cantando à medida que faz as continhas (muitas vezes até pode dar para cantar o fado ou um blues, mas, pelo menos, se tiver boa voz, sempre entretém os vizinhos);

-planeie uma pausa de 5 minutos e, nessa pausa, faça algo de que goste muito: ver um video no youtube, passar pelo Facebook para fazer mais uns 20 gostos, dizer mal do nosso governo ou, simplesmente, esticar as pernas;

-coma chocolate ou um docinho: a recompensa é imediata e Pavlov tinha mesmo razão;

-faça-o juntamente com uma amiga: no entanto, tenha atenção na escolha dessa pessoa – acabamos por ter um óptimo momento de conversa com muitas bolachinhas e cházinho à mistura e depois fica tudo por fazer;

-desde que politicamente correctas, diga algumas asneirinhas inofensivas mas catárticas: mais vale para fora do que para dentro e se não tiver ninguém à sua frente, não tem mal nenhum (se as paredes de sua casa forem fininhas, não convém muito);

-planeie uma actividade a seguir que possa verdadeiramnete compensá-la pelo o que fez: todavia, se realmente estiver a fazer contas para poupar mais uns cobres, gastar 100 euros num casaco novo poderá não ser a recompensa ideal.

Por hoje é tudo! Se tiver alguma questão a colocar-nos, diga de sua justiça!

Boa Terça e Boas recompensas!

FIRE

About the Author:

Decidida, perseverante e viciada em desafios, mãe de 3 filhotes e esposa de italiano, a Rita é também, nas horas vagas, licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesas, um curso que, indirectamente, a impulsionou a descobrir o mundo, ainda inexplorado, dos dispositivos médicos e da criopreservação de células estaminais, onde exerceu um papel de relevância no apoio logístico. Teve desde cedo o bichinho da organização, com a mania de querer sempre melhorar tudo e encontrar soluções para toda a gente e foi nesses dois âmbitos dos serviços médicos que começou a perceber que havia ali algum padrão reconhecível e caminho a singrar. Acabou a seguir o trilho de Professional Organizer, profissão ainda desconhecida em território português, fez formação nos Estados Unidos e tornou-se numa das POs pioneiras em Portugal, com formação certificada pela NAPO (National Association of Professional Organizers) da qual é também membro. Já andou pelo Consulado de Itália no Porto e pelo ramo imobiliário, mas é na OrganiGuru, a escrever o seu blog de ideias de organização (OrganiBlog) e a ajudar clientes a organizarem-se melhor que a Rita se sente como peixe dentro de água. Perita também na gestão de projectos e pessoal, nos seus tempos livres adora viajar e aprender novas línguas, deixar no perfil do FB as mil e uma ideias que lhe passam pela cabeça, resolver o cubo de Rubik 3x3 (quase) em apneia e aventurar-se pelo mundo da pastelaria, a sua catarse e terapia pessoal, sobretudo se envolver chocolate com 70% de sólidos de cacau. E uma cervejinha artesanal.

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