Quarta Farta – Pegadas Verdes (7)

Como tínhamos prometido, nesta Quarta Farta iremos continuar a nossa conversa acerca desse RE tão importante: Reparar!

Desta feita, vamos apresentar uma pequena lista para vos ajudar a saber o que fazer defronte a uma gerigonça qualquer que, sinais do tempo ou do uso, se recusa a colaborar connosco e amutina-se contra a nossa vontade.

1. Experimente, antes de mais, cada um dos engenhos eléctricos antes de os catalogar como avariados – tentar uma vez só não conta;

2. Siga o manual de instruções para cada um deles – existe uma secção de troubleshooting que poderá ajudar;

3. Se necessário e pertinente, ligue para a linha de apoio indicada no manual de instruções – verifique se é um número verde ou não, não vá o diabo tecê-las e ficar com uma conta de telefone astronómica;

4. Faça uma lista dos electrodomésticos a reparar com definições como prioridade, gravidade da reparação, preços estimados, se está dentro da garantia ou não, onde terá de levar a reparar, se vêm recolher em casa, se tem de enviar pelo correio e se sim, para onde e contactos – desta forma terá um pequeno inventário que poderá seguir e usar para se actualizar;

5. Verifique a garantia para cada um dos engenhos eléctricos antes de avançar com qualquer reparação;

6. Se estiver fora da garantia, poderá trazê-los a algumas lojas especializadas em reparação – peça orçamentos a mais do que uma e vá fazendo comparações, antes de decidir por qual vai optar;

7. Faça bem as suas contas – o valor de reparação compensa o actual valor de mercado do produto em questão? Se sim, o valor orçamentado ultrapassa o seu valor limite para reparações?

8. Se não houver nada a fazer ou se a reparação não compensar e se apenas uma das funções do aparelho falhar mas as outras funções ainda estiverem a trabalhar, poderá escolher utilizá-lo na mesma;

9. Se mesmo com algumas funções em funcionamento, preferir não o utilizar mais, indague, pergunte, procure quem possa estar interessado em utilizar a sua gerigonça mesmo com essa avaria;

10. Transforme e invente: uma televisão a preto e branco pode transformar-se num aquário ou numa casota para o cão, o ecrã do computador pesadão do século passado numa casota para o gato, as cassetes de video e audio podem ser convertidas em obras de arte em forma de bolsas, quadros, prateleiras, etc.

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Próxima semana uma digressão pelo mundo das partilhas. Preparado para dividir com os outros aquilo que tem? Repartir é a palavra de ordem!

Boa Quarta e Boas Transformações!

About the Author:

Decidida, perseverante e viciada em desafios, mãe de 3 filhotes e esposa de italiano, a Rita é também, nas horas vagas, licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesas, um curso que, indirectamente, a impulsionou a descobrir o mundo, ainda inexplorado, dos dispositivos médicos e da criopreservação de células estaminais, onde exerceu um papel de relevância no apoio logístico. Teve desde cedo o bichinho da organização, com a mania de querer sempre melhorar tudo e encontrar soluções para toda a gente e foi nesses dois âmbitos dos serviços médicos que começou a perceber que havia ali algum padrão reconhecível e caminho a singrar. Acabou a seguir o trilho de Professional Organizer, profissão ainda desconhecida em território português, fez formação nos Estados Unidos e tornou-se numa das POs pioneiras em Portugal, com formação certificada pela NAPO (National Association of Professional Organizers) da qual é também membro. Já andou pelo Consulado de Itália no Porto e pelo ramo imobiliário, mas é na OrganiGuru, a escrever o seu blog de ideias de organização (OrganiBlog) e a ajudar clientes a organizarem-se melhor que a Rita se sente como peixe dentro de água. Perita também na gestão de projectos e pessoal, nos seus tempos livres adora viajar e aprender novas línguas, deixar no perfil do FB as mil e uma ideias que lhe passam pela cabeça, resolver o cubo de Rubik 3x3 (quase) em apneia e aventurar-se pelo mundo da pastelaria, a sua catarse e terapia pessoal, sobretudo se envolver chocolate com 70% de sólidos de cacau. E uma cervejinha artesanal.

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