Quinta com Pinta – Cabo(s) do Medo

Não me diga que ainda anda de volta do novelo de cabos? Vai uma ajudinha?

A última solução para cabos que apresento hoje destina-se à identificação dos mesmos, não vá o diabo tecê-las e desligarmos o computador por engano a pensarmos que era a impressora e lá vai o trabalho das últimas semanas. Também é bastante útil se tivermos vários cabos usb ligados ao computador.

CAB

Esta solução tem muitos segredos para contar:

-escolha uma cor para cada função: vermelho para o computador, verde para a impressora, amarelo para o rato, etc;

-use canetas de cor preta bem visíveis com palavras curtas e fáceis de perceber;

-evite usar siglas ou abreviações na descrição / identificação dos cabos que depois terá dificuldade em decifrar, a não ser que queira experimentar as mesmas actividades sinápticas do protagonista do Código da Vinci;

-actualize esta tarefa sempre que acrescentar mais um cabo, quando tiver que retirar outro ou sempre que houver alguma mudança de posição;

-tenha em conta sempre as outras pessoas: se partilhar o seu escritório com outras pessoas, convém que todas percebam a sua letra e o que pretende identificar – se “Computador” poder ser confundida com “Máquina de Lavar Roupa” está na altura de rever a sua caligrafia e de ir a um oftalmologista;

-se a limpeza do escritório estiver a cargo de outra pessoa, dê instruções precisas para a limpeza do “cantinho” dos cabos (ou covil de cobras, conforme a perspectiva): cerifique-se que a pessoa em questão entenda a organização da coisa e que a mantenha, levantando o que for preciso levantar para dar a coça semanal ao pózinho rastejante de secretária.

Boa Quinta e Boas Caligrafias!

Sobre o Autor:

Decidida, perseverante e viciada em desafios, mãe de 3 filhotes e esposa de italiano, a Rita é também, nas horas vagas, licenciada em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesas, um curso que, indirectamente, a impulsionou a descobrir o mundo, ainda inexplorado, dos dispositivos médicos e da criopreservação de células estaminais, onde exerceu um papel de relevância no apoio logístico. Teve desde cedo o bichinho da organização, com a mania de querer sempre melhorar tudo e encontrar soluções para toda a gente e foi nesses dois âmbitos dos serviços médicos que começou a perceber que havia ali algum padrão reconhecível e caminho a singrar. Acabou a seguir o trilho de Professional Organizer, profissão ainda desconhecida em território português, fez formação nos Estados Unidos e tornou-se numa das POs pioneiras em Portugal, com formação certificada pela NAPO (National Association of Professional Organizers) da qual é também membro. Já andou pelo Consulado de Itália no Porto e pelo ramo imobiliário, mas é na OrganiGuru, a escrever o seu blog de ideias de organização (OrganiBlog) e a ajudar clientes a organizarem-se melhor que a Rita se sente como peixe dentro de água. Perita também na gestão de projectos e pessoal, nos seus tempos livres adora viajar e aprender novas línguas, deixar no perfil do FB as mil e uma ideias que lhe passam pela cabeça, resolver o cubo de Rubik 3x3 (quase) em apneia e aventurar-se pelo mundo da pastelaria, a sua catarse e terapia pessoal, sobretudo se envolver chocolate com 70% de sólidos de cacau. E uma cervejinha artesanal.

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